Review: Asus PG348Q

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Olá a todos os seguidores JotaReviews!

É comum os entusiastas de hardware procurarem ter sempre hardware de ponta. A busca por performance cada vez mais alta não conhece limites, com placas gráficas a serem lançadas em espaços de tempo cada vez mais curtos. O salto quantitativo a nível de performance foi tal nas gerações mais recentes, que a resolução de 1080p foi relegada para mainstream, abrindo caminho a níveis de resolução bem mais elevados, como 2k e 4k, taxas de actualização acima dos habituais 60hz, e formatos além do conhecido 16:9.

A Asus, uma das maiores marcas mundiais do segmento, é dos fabricantes que mais apostou na variação do seu segmento de monitores, desde modelos 1080p de baixo custo, a modelos que incorporam praticamente todas as tecnologias disponíveis no mercado, modelos estes que normalmente compõem a linha ROG (Republic of Gamers) da marca, e é precisamente neste último segmento que o monitor que iremos testar se insere. Falamos do Asus ROG Swift PG348Q.

G-Sync:

Antes de falarmos propriamente do monitor, entendemos que devemos detalhar um pouco uma característica do mesmo, que é o Nvidia G-Sync.

De um modo geral, a apresentação de jogos e algumas aplicações em um monitor comum, apresenta um problema. Resumidamente, em função da taxa de 60hz do painel, o facto de uma placa gráfica renderizar frames a uma velocidade maior ou menor, criava uma falha na sincronização da imagem no monitor, visualizada como um rasgo na mesma, o chamado efeito “tearing”. Para combater este problema, a solução mais comum é ligar o v-sync (sincronização vertical, solução via software), que vincula os frames apresentados à taxa de refrescamento do monitor. Efectivamente, esta opção elimina o tearing mas cria outros problemas, principalmente caso a gráfica não consiga manter os frames ao nível da taxa de refrescamento, o que pode gerar lag visual e soluços na imagem (stuttering).

A alternativa encontrada, foi a sincronização adaptativa. Uma vez que o monitor em testes utiliza a tecnologia G-Sync da Nvidia, iremos focar na mesma, deixando o Freesync da AMD para outra análise.

Voltando ao G-Sync, a Nvidia optou por desenvolver um módulo incorporado aos monitores, que força o painel dos mesmos a adaptar-se aos frames renderizados pela gráfica, contrariando o sentido habitual inverso. É uma tecnologia que apesar de ter os seus críticos, em função do preço elevado (encarecendo monitores em mais de €100), cumpre o seu propósito de forma categórica, melhorando sobremaneira a experiência do utilizador.

Asus Rog Swift PG348Q:

O monitor da Asus, pertencente à linha ROG da mesma, é um monitor em formato 21:9 Ultrawide, que além da tecnologia G-Sync que detalhamos anteriormente, possui ainda diversas outras características que visam torna-lo uma das melhores escolhas possíveis para maximizar a experiência de utilização, as quais estão indicadas nas especificações que passamos a enunciar:

Painel:

  • Tamanho da Tela: 34” (86.72cm) Ultra-wide Screen 21:9
  • Saturação de cor : 100%(sRGB)
  • Panel Backlight / Type : In-Plane Switching
  • Resolução : 3440×1440
  • Brilho máximo : 300 cd/㎡
  • Display Surface Non-glare
  • Pixel Pitch : 0.2325mm
  • Contrast Ratio (Max) : 1000:1
  • Refresh Rate (Max DisplayPort) : 100Hz
  • Ângulo de Visualização (CR≧10) : 178°(H)/178°(V)
  • Tempo de resposta : 5ms (Gray to Gray)
  • Número de cores : 1073.7M (10bit)
  • Flicker free
  • Curved Panel : 3800R

Conectividade e extras:

  • Alto-falantes: 2 estéreos RMS de 2W
  • Signal Input : HDMI, DisplayPort
  • Earphone jack : 3.5mm Mini-Jack
  • USB Port(s) : 3.0×4, 1 x upstream

Design:

  • Cor : Plasma Copper + Armor Titanium
  • Inclinação : +20°~-5°
  • Base giratória
  • Ajuste de altura
  • Montagem na Parede VESA : 100x100mm
  • Frameless Design : Yes
  • Quick Release Stand Design : Yes

Depois de todas estas especificações, passamos ao que interessa, a análise do monitor. Realizar uma avaliação detalhada de um monitor, requer alguns equipamentos, como calibrador de cores. O projecto JotaReviews, em função da sua recente existência, ainda se encontra em processo de aquisição dos mesmos, contando te-los num futuro próximo. Para já, iremos focar-nos no conhecimento empírico que a utilização do monitor nos proporcionou.

Embalagem:

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O monitor é acondicionado numa embalagem extremamente robusta. Uma caixa de papelão de grandes dimensões envolve suportes de esferovite espessos que asseguram que nenhuma peça se irá deslocar durante o transporte, ao mesmo tempo que garantem resistência a impacto. Um detalhe agradável, sendo a embalagem de grandíssimo porte e toda detalhada com arte e especificações, toda a tinta utilizada é à base de soja, ao invés de petróleo, melhorando a reciclagem do cartão, e sendo menos ecologicamente agressiva.

Monitor:

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Possivelmente a característica mais saliente neste monitor é o facto de ser Ultrawide. O maior erro ao adquirir um monitor neste formato é olhar somente as dimensões totais e assumir que é linearmente maior que um monitor comum. Em função do formato, o ROG Swift PG348Q tem a mesma altura de tela que um ROG PG278Q, conforme se verifica na foto. Utilizadores que pretendem aumentar as dimensões de visualização em altura, deverão procurar um monitor convencional maior em relação ao que têm. O objectivo do ultrawide é dar uma melhor experiência panorâmica.

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O tripé do monitor suporta perfeitamente o peso considerável do mesmo, o design nada convencional poderá inicialmente ser um choque, com cores de cobre e titânio, mas acaba por se tornar bastante apelativo, permitindo ainda arrumação de cabos.

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No fundo da base, um led vermelho projecta o logo ROG na mesa, podendo este led ser desligado no OSD do monitor.

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Num dos lados, os botões de controle e direccional OSD do monitor, tornam bastante fácil o manuseio das opções no menu.

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Na parte central da traseira do monitor, encontram-se todas as portas de conectividade, seja vídeo (cabo displayport e hdmi inclusos na embalagem), áudio (jack 3.5mm), um hub USB 3.0 de 4 portas, e ligação de energia (com transformador externo). Sinceramente, em função da largura do monitor e posicionamento das portas USB, não considerámos minimamente prático o posicionamento do HUB, pois para utiliza-lo foi sempre necessário ou levantar o ecrã do monitor em altura, ou rodar bastante o mesmo até que conseguíssemos ver as portas para as usar. É mais simples pura e simplesmente utilizar as portas USB do PC. Aqui está a possibilidade de uma redução de custo neste monitor, eliminar o HUB e conseguir um preço mais competitivo. Sabemos que a linha ROG é para entusiastas, e que por isso, é repleta de extras… Mas se não são funcionais, de nada servem.

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Para arrumação de cabos, a Asus fornece uma tampa em ABS (como os demais plásticos do monitor), que esconde os conectores (inclusive o hub desnecessário…) e pontas de cabos, permitindo um ar mais limpo da área de trabalho.

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Detalhe da tampa, ao examinar o lado do macho, identificámos uma marca de aviso de não conformidade na injecção plástica.

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Curioso é que apesar da entrada de faca, material degradado, e saída de gás, todas visíveis na parte inestética da peça, ainda assim o subcomponente foi liberado para produção do produto final. Ora, se é verdade que na parte estética não são visíveis danos em função desta falha (a não ser com inspecção minuciosa), não podemos deixar de nos questionar se o mesmo critério é utilizado na produção de subcomponentes mais delicados do monitor, e que não estão à vista. O bom funcionamento do monitor, leva-nos a crer que não, mas consideramos que este tipo de critério jamais deve ser aceite, seja em produtos topo de gama, sejam de entrada.

Com o monitor desligado pode parecer que o bezel do mesmo é do mais fino alguma vez visto. Mas ao ligar a imagem, vemos que existe um bezel mais espesso nas laterais e topo, dentro da moldura. O efeito de projecção do logotipo ROG é bem visível, e não desagrada ao olhar.

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Apesar de inicialmente poder desanimar a questão da espessura da moldura, em função da possibilidade de uso de alguns periféricos, a moldura mais espessa acaba por ajudar a não interferir na imagem, como por exemplo, com uma webcam em cima do monitor.

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A nível de qualidade de imagem, o painel IPS de 100hz combinado com o formato ultrawide num monitor de 34″, juntam-se para tornar este monitor num autêntico festival de entretenimento. Realizámos um teste prolongado com o novo Doom (prolongado, entenda-se jogámos todo o jogo, afinal a experiência com este monitor estava a ser maravilhosa). O tempo de resposta não cria qualquer tipo de ghosting, as cores são altamente realistas e os ângulos de visão, como seria de esperar, não constituem qualquer problema. A Asus indica nas especificações que o painel é de 10-bit e possui 100% de sRGB, o que tornaria este monitor extremamente apetecível para aqueles que porventura queiram fazer edição de imagem, de modo a beneficiarem não só dessas características, como também da área de trabalho alargada.

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Há que ter alguma distância entre o usuário e o monitor, para que o formato ultrawide não obrigue ao deslocamento ocular constante por parte do usuário, o que poderá gerar desconforto e cansaço. Na nossa análise a distância foi de 50cm sem que sentíssemos qualquer reacção adversa.

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Avaliação:
Custo/Benefício
7
Embalagem
9.5
Design
9
Características
9
Qualidade Geral
7
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Filipe Martins
Oriundo de Olhão, mas tendo vivido a maior parte da sua vida em Leiria, Filipe Martins está ligado ao ramo da informática desde o início da sua carreira profissional. Hoje radicado em Minas Gerais, Brasil, mantém-se ligado ao mundo da tecnologia através das suas participações em fóruns da especialidade tanto portugueses como brasileiros, sendo conhecido pelo nickname SleepyFilipy. Integrou-se na equipa JotaReviews em Junho de 2016.