Review: GALAX GeForce GTX 1080 EXOC

Sistema de teste e benchmarks:

Processador Intel i7 5930k @ 3.87Ghz (valor atingido em função do perfil XMP das memórias estar ligado);
Motherboard Asus X99-A
Memórias G.Skill Ripjaws 4 Black – 16Gb @ 2800Mhz 16-16-16-36-2N
Placa Gráfica Galax GTX 1080 EXOC (comparativo realizado com EVGA GTX 980 Ti SC+ no mesmo sistema com mesma de CPU e memórias)
SSD Samsung 850 Evo 500Gb
Fonte de alimentação CoolerMaster V1200 Platinum
Monitor Asus PG278Q (resolução 2560×1440 @ 144hz com G-Sync desactivado).

Apesar do Intel I7 5930k conseguir atingir facilmente overclocks na ordem dos 4.5Ghz, optámos por manter a 3.8Ghz pois representa um clock considerável, demonstrando ao mesmo tempo o desempenho de máquinas de topo para users que optem por não fazer overclock, de modo a representar fidedignamente o desempenho de um sistema no qual o usuário não faz uso de OC.

Os drivers utilizados em ambas as placas são os GameForce 368.32 sendo que testámos drivers anteriores com a 980 Ti para verificar se os novos causavam perda de performance, o que não se verificou.

O software de overclock para os GPUs foi o EVGA PrecisionX 16, sendo que conseguimos atingir um aumento estável na 980 Ti de +140mhz no core, e +200Mhz nas memórias. No caso da 1080, atingimos com facilidade os +180mhz no core, e 250mhz nas memórias. A metodologia de overclock foi a mesma para ambas as gráficas, aumentar no software o power target e temperature target até ao máximo, lançar um valor de OC elevado e ir reduzindo até encontrar um nível estável para correr todos os testes.

Primeiro teste: Tom Clancy’s The Division benchmark

O jogo Tom Clancy’s The Division é um shooter na terceira pessoa que combina ação, sobrevivência e grandes mapas, com foco na jogabilidade em equipas. A API do jogo é DirectX11 e consegue taxar consideravelmente sistemas atuais.

A GTX 1080 apresenta um ganho de cerca de 20% acima da GTX 980 Ti, sendo que com ambas em overclock, o GPU mais recente vence por 17%. De referir que apesar de ambas as gráficas apresentarem FPS mínimos perto dos 30 fps, isso deve-se a uma ocasião específica do benchmark em que NPCs aparecem, e dura menos de um segundo.

Se a vitória da nova gráfica já era esperada, tivemos uma boa surpresa no tocante a acústica, pois mesmo em carga a Galax mantém-se silenciosa.

Segundo teste: Rise of the Tomb Raider benchmark

O título Rise of the Tomb Raider foi dos jogos mais esperados em função de aplicar a nova API DirectX12. É extremamente rico em detalhes ao longo dos seus cenários, e a qualidade das texturas é de tal maneira elevada que para utilizar o nível de detalhe máximo é indicada a necessidade de VRAM acima de 4Gb.

Novamente, a GTX 1080 lidera com 26% de vantagem quando usadas em velocidades de fábrica. Em OC o cenário mantém-se com uma vantagem de 22%. Novamente o cooler da Galax portou-se de modo excelente a nível de ruído.

Terceiro teste: Hitman benchmark

Hitman é a mais recente aventura do icónico Agente 47, o jogo tem opção de DirectX11 e 12, sendo que para o benchmark foi utilizada a segunda, com todos os detalhes ao máximo.

Neste teste a diferença entre gráficas é estrondosa, com a GTX 1080 a conseguir 32% acimda da 980 Ti. Em OC a distância mantêm-se nos 30%. E novamente, a Galax GTX 1080 continua a primar pelo silêncio.

Quarto teste: Far Cry Primal benchmark

Far Cry Primal é um jogo de ação na primeira pessoa, num cenário no início do período Mesolítico. O mundo aberto potenciado pelo motor Dunia 2, permite que todos os elementos do API DirectX11 sejam utilizados, criando para o jogador uma atmosfera fabulosa. Existe ainda um pacote de texturas de alta definição que pode ser ativado no menu (para a nossa review, além de opções gráficas em ultra, as texturas foram ativadas).

No último teste gaming da nossa análise, a GTX 1080 soma e segue com mais uma vitória por 23% de diferença (distância reduzida para 18% com OCs em ambas as placas). O cooler da Galax esteve sob menor esforço neste teste, e como seria de esperar, desempenhou na perfeição sem incomodar a nível de ruído.

Quinto teste: Benchmark sintético Heaven 4.0

Heaven é um benchmark gráfico intensivo que faz uso do motor 3D Unigine, perfeito para testar o comportamento de um GPU sob condições extremas de performance.

Também em benchmarks sintéticos, a GTX 1080 puxa novamente pelos galões e mantém-se na frente tanto na batalha stock como OC (16% e 12% respectivamente). Neste benchmark, o cooler já se torna ligeiramente audível, se bem que está longe de criar qualquer tipo de incómodo.

Sexto teste: Benchmark sintético 3DMark Firestrike

O benchmark Firestrike da 3DMark é o derradeiro benchmark para quem quer testar um PC de alto desempenho. Performance e aquecimento são levados a um patamar elevado à medida que o benchmark DirectX11 avança fazendo uso de todas as potencialidades possíveis. Este benchmark é intensivo não só para GPU como para CPU também.

Fechando os testes de performance gráfica, a GTX 1080 consegue um resultado perfeito de 6-0 contra a 980 Ti ao alcançar 24% de performance acima da concorrente em stock clocks, e 17% com overclock. Tal como no Heaven, o cooler da Galax esteve impecável.

Overclock e observação

Conforme informamos anteriormente, foi relativamente fácil atingir um overclock de +180mhz de core e +250mhz de memória sem usar qualquer tipo de tweaks. Recebemos ainda uma surpresa agradável pois em função do power level ao máximo, e das boas temperaturas, o boost clock automaticamente atingiu 2062mhz. Parabéns Pascal e Galax! Tendo em conta a facilidade com que o OC estável foi atingido, acreditamos ser possível conseguir resultados mais elevados com um pouco mais de aprimoramento.

Ao realizar os testes de performance, encontrámos um dado curioso. Apesar de a GTX 1080 permitir overclocks mais elevados quando comparada com a GTX 980 Ti, a curva OC/Performance da GTX 1080 é bem menor que na 980 Ti. Com os valores de overclock alcançados, a 980 Ti consegue um aumento médio de performance na ordem de 10%, ao passo que a GTX 1080, apesar de um overclock mais elevado, revela um aumento médio de performance na casa dos 6%. Com mais algum tempo com este chip nas mãos, e conforme mais informação efetiva sobre a utilização e alimentação do chip for disponibilizada, certamente conseguiremos entender o motivo e atualizar a nossa review com novos dados de performance em OC.

Temperatura e ruído – Furmark

Passamos então aos testes de temperatura e ruído. Apesar de ainda não estarmos equipados com decibelímetro e uma câmara acústica para testes (contamos em breve ter um decibelímetro), entendemos que uma análise empírica do ruído produzido pelas gráficas é ainda assim viável para a nossa análise. A nível de teste de temperatura, foi utilizado o teste de stress Furmark no modo Benchmark 1440p.

O ambiente onde se realizou o teste, trata-se de um escritório à temperatura ambiente, sendo que estavam 26º célsius durante o período de testes.

A refrigeração adicional existente gabinete utilizado em teste (Corsair 540 Air) é composta por um cooler de CPU Noctua D15S, duas ventoinhas frontais e uma no topo de 140mm Bequiet! Pure Wings 2, e uma ventoinha traseira de 120mm Bequiet! Pure Wings 2.

No quesito temperatura a Galax GTX 1080 EXOC manteve-se também à frente da EVGA 980 Ti SC+, isto apesar de a EVGA contar com um cooler de maiores dimensões e backplate adicional na parte inferior do PCB. Obviamente que o melhor resultado da GTX 1080 não é 100% reflexo do sistema de arrefecimento empregado pela Galax, mas também do novo processo de fabrico FinFET de 16nm versus os 28nm da 980 Ti. A nível de ruído, a 980 Ti produz uma quantidade copiosamente maior que a Galax, em virtude das ventoinhas de 90mm presentes no cooler ACX 2.0+ da EVGA necessitarem de maior rotação para dissiparem o calor gerado pelo chip de 28nm. A Galax desenvolveu muito bem o cooler utilizado (apesar de acharmos que o acabamento a nível estético pode ser melhorado), revelando-se silenciosa sob todas as circunstâncias.

Conclusão do autor

Devo dizer que fui surpreendido de forma altamente positiva pela Galax GTX 1080 EXOC. Apesar dos dois pontos negativos que mencionei ao longo da review (iluminação e acabamento), pontos esses que creio serem facilmente corrigidos caso a marca queira, os pontos a favor são de tal maneira mais expressivos que facilmente se pode fechar os olhos a essas falhas. A Galax apresenta um produto com preço bastante competitivo, potente, fresco, com uma capacidade de overclock impressionante (conseguimos atingir 2062mhz de boost e acreditamos ser possível valor mais elevado com mais tempo), e a nível geral a aparência all black é boa o suficiente para esquecer a melhoria no acambamento do aplique lateral, e o vermelho fixo nas ventoinhas.

No tocante ao comparativo com a GTX 980 Ti… Será que quem já tem uma necessita mesmo trocar? Entendo que em regra geral, não. A GTX 1080 representa um investimento significativo e a realidade é que até 1440p, a 980 Ti consegue debitar uma performance considerável. Os motivos para considerar viável a troca de uma 980 Ti para a 1080, são a desvalorização considerável que o GPU mais antigo irá sofrer, um possível direcionamento de otimizações de drivers para os novos GPUs em detrimento dos anteriores, ou pura e simplesmente porque o usuário quer ter sempre o que há de melhor no mercado. Se nada disto vos afeta, então quem possuir uma 980 Ti pode continuar a desfrutar do desempenho da mesma, que ainda é uma excelente placa. Para a montagem de um novo PC com o que há de melhor, a 1080 é sem dúvida rainha de performance, não existe dúvida na placa a escolher nesse momento para quem quer o melhor. E falando de “escolher” e “melhor”, com esta placa a Galax prova que nem sempre ser mais conhecido significa que se é melhor, pois esta placa tem tudo para se bater de igual para igual com as marcas mais conhecidas no nosso território, e quem sabe, até ganhar a luta. E é por isso que sem qualquer restrição recebe:

A equipa Jotareviews encontra-se ao dispor para esclarecimentos adicionais.

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Comentários

1
2
Avaliação:
Desempenho
9
Dimensões
8.5
Design
7.5
Ruído
8.5
Relação Preço/Performance
9
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Filipe Martins
Oriundo de Olhão, mas tendo vivido a maior parte da sua vida em Leiria, Filipe Martins está ligado ao ramo da informática desde o início da sua carreira profissional. Hoje radicado em Minas Gerais, Brasil, mantém-se ligado ao mundo da tecnologia através das suas participações em fóruns da especialidade tanto portugueses como brasileiros, sendo conhecido pelo nickname SleepyFilipy. Integrou-se na equipa JotaReviews em Junho de 2016.